Sr.
Presidente, Sras. e Srs. Deputados, venho hoje a esta tribuna
não apenas para parabenizar, mas também e
principalmente para fazer uma justa homenagem ao Profissional
de Educação Física, que comemora a
regulamentação de sua profissão no
dia 1º do mês de setembro.
Tudo começou quando o homem primitivo sentiu a necessidade
de caçar para sobreviver.
Os índios, primeiros habitantes do Brasil, deram
as primeiras contribuições com os mais básicos
e naturais movimentos corporais tais como nadar, correr
atrás da caça, lançar o arco e flecha,
dançar, jogar e lutar.
Com a chegada dos negros para o trabalho escravo, começaram
as fugas para os Quilombos, que os obrigava a lutar sem
armas contra os capitães-do-mato - homens a mando
dos senhores de engenho que entravam mato a dentro para
recapturar os escravos. Com o instinto natural, e com a
observação da briga dos animais os negros
descobriram ser o próprio corpo uma arma poderosa
e um elemento surpresa. Surgia então a Capoeira:
"Um estranho jogo de corpo dos escravos desferindo
coices e marradas, como se fossem verdadeiros animais indomáveis".
São algumas das citações dos capitães-do-mato
e dos comandantes de expedições, descritas
nos poucos alfarrábios que restaram.
No Brasil Império, incluiu-se a ginástica
nos currículos escolares, preconizando a obrigatoriedade
da Educação Física nas escolas primárias
e secundárias.
Mas foi no Brasil República, a partir dos anos 60,
que começou de fato a profissionalização
da Educação Física e o empenho por
políticas públicas para propagação
da mesma.
Nos anos 70, marcada pela ditadura militar, a Educação
Física era usada, não para fins educativos,
mas como propaganda do governo, sendo todos os ramos e níveis
de ensino voltados para os esportes de alto rendimento.
Nos anos 80 a Educação Física viveu
uma crise existencial à procura de propósitos
voltados para sociedade. No esporte de alto rendimento a
mudança nas estruturas de poder e os incentivos fiscais
deram origem aos patrocínios e empresas que podiam
contratar atletas funcionários fazendo surgir uma
boa geração de equipes campeãs.
Finalmente, nos anos 90, a educação física
começa a ser vista como meio de promoção
à saúde, se tornando uma atividade acessível
a toda população. Em 1998, após muita
luta, é aprovada a lei que regulamenta a atividade
de educador físico, criando-se os Conselhos Federal
e Conselhos Regionais de Educação Física.
A partir daí, os profissionais de educação
física para exercerem a profissão têm
que estar regularmente inscritos no seu Conselho Competente,
o que traz para a classe e para os praticantes da atividade
física uma segurança maior, pois evita-se
que pessoas sem a qualificação específica
e sem o registro no conselho da categoria venham a exercer
a profissão e colocar em risco a saúde de
toda sociedade.
Criamos no Congresso Nacional a Frente Parlamentar em Defesa
da Atividade Física que além de estabelecer
uma maior representatividade para a categoria nas discussões
de proposição do seu interesse, também
irá defender as iniciativas, as ações
e todo o trabalho que vá ao encontro das aspirações
da sociedade, no tocante a uma política eficiente,
que garanta o direito constitucional à população
de amplo acesso à prática da atividade física,
além de assegurar no orçamento da união
recursos financeiros para a prática de esportes,
ginástica, dança; garantir o direito constitucional
da população de poder desfrutar da espaços
condizentes para a prática de atividades físicas;
conscientizar a população brasileira da importância
da atividade física como um meio de promoção
da saúde e garantir à população
brasileira o atendimento por profissionais devidamente habilitados
e qualificados;
Gostaria, não só na condição
de Presidente desta Frente Parlamentar, mas também
como praticante que sou de atividades esportivas, de parabenizar
a todos os profissionais de educação física,
em especial o Presidente do CONFEF - Conselho Federal de
Educação Física, Dr. Jorge Steinhilber
e os Presidentes dos Conselhos Regionais de Educação
Física, na pessoa do Dr. Lúcio Rogério,
Presidente do CREF 7.
Vamos juntos abraçar a causa da defesa da atividade
física que atende não apenas a uma questão
inerente à qualidade de vida, bem estar e estética,
mas acima de tudo diz respeito à saúde, educação,
convívio e inserção social.
Muito Obrigado.