Ao apagar da pira, no complexo olímpico
Juan Pablo Duarte, a delegação brasileira
conseguiu cumprir aquilo a que se havia proposto. Superou
as 101 medalhas (25 de ouro), obtidas em Winnipeg, em 1999.
Além disso, a participação
brasileira no evento teve o mérito de revelar atletas
e modalidades que não eram conhecidas. Isso, graças
a lei Agnello/Piva, que destinou verbas públicas
às diversas confederações olímpicas,
o que beneficiou todas as modalidades esportivas nos jogos
Pan-Americanos de Santo Domingo e provocou a democratização
de medalhas. Foi o melhor Pan de todos os tempos para o
Brasil.
O Brasil investiu US$ 6 milhões no Pan. As verbas
públicas destinadas pela Lei Agnello/Piva às
confederações olímpicas provocaram
uma democratização na distribuição
das medalhas brasileiras nos Jogos Pan-Americanos. Em Santo
Domingo-2003, primeira competição de grande
porte de que o Brasil participa desde que os repasses da
lei começaram a chegar às entidades dirigentes
do esporte, em fevereiro de 2002, modalidades que não
haviam subido ao pódio em Winnipeg-1999 puderam fazê-lo.
Outras observaram um aumento significativo em seu número
de medalhas. Na maioria dos casos, a relação
entre o melhor desempenho e as verbas que as confederações
receberam é direta.
Natação e atletismo, tradicionais
e principais fontes de pódios neste tipo de competição,
seguiram ajudando o país no quadro de medalhas. Entretanto,
neste Pan, luta, pentatlo moderno, taekwondo, futebol e
saltos ornamentais, que em Winnipeg-1999 não haviam
subido ao pódio, ganharam um lugar entre os três
melhores em pelo menos uma das disputas. Isto sem computar
conquistas inéditas, como medalhas na fossa olímpica
feminina do tiro ou na ginástica rítmica individual.
No Pan de 1999, brasileiros de 25 modalidades diferentes
haviam subido ao pódio. Em 2003, 30 das 37 competições
em que o país esteve representado acabaram proporcionando
medalhas.
O número de esportes nacionais que conseguiu pelo
menos um ouro também cresceu: de 11 para 13. Apesar
de não termos conquistado medalhas em algumas modalidades
que éramos favoritos, compensamos em outras como
a canoagem, futebol, patinação artística
e tênis de mesa que fizeram o hino nacional tocar
na República Dominicana.
Outras modalidades que haviam subido ao
pódio em Winnipeg-1999 puderam observar uma melhora
quantitativa em seu desempenho, como é o caso do
remo (de 1 prata para 3 pratas e 3 bronzes), da ginástica
artística (de 1 prata e 2 bronzes para 5 pratas e
5 bronzes) e do tênis de mesa (de 2 medalhas de bronzes
para 1 ouro, 2 pratas e 1 bronze).
Em 2002, a Lei Agnello/Piva destinou um total de cerca de
R$ 19 milhões às confederações
que participaram do Pan. Neste ano, até julho, R$
16 milhões já haviam sido repassados. A previsão
inicial - que deve ser superada por um aumento na arrecadação
das loterias (fonte dos recursos da lei) - era de que as
entidades receberiam R$ 25 milhões neste ano.
A evolução no desempenho de remo, canoagem,
ginástica, saltos ornamentais, tênis de mesa
e judô pode ser, em grande parte, atribuída
a este dinheiro. O remo, enfim, formou uma equipe olímpica
permanente ao ter condições de proporcionar
uma infra-estrutura aos atletas - importou 44 remos e três
barcos da Espanha. Para isto, contou com R$ 900 mil da Lei
Agnello/Piva e mais R$ 200 mil do Ministério dos
Esportes em 2002.
Quero, na condição de Presidente
da Frente Parlamentar em Defesa da Atividade Física,
parabenizar toda delegação brasileira pela
brilhante atuação nesses Jogos Pan-Americanos
em 2003, em especial os atletas baianos que se destacaram
em várias modalidades.
Para tanto, gostaria de informar que estou
dando entrada no dia de hoje em um requerimento, para que
a Câmara dos Deputados possa estar fazendo a entrega
da Medalha de Mérito Legislativo para o Presidente
do Comitê Olímpico, Sr. Carlos Arthur Nuzman
e para o atletla Hudson de Souza – destaque brasileiro
no atletismo, representantes legítimos de toda a
equipe que participou dos Jogos Pan-Americanos de Santo
Domingo em 2003.