Como
surgiu a idéia da criação da Frente
Parlamentar em Defesa da Atividade Física?
Nós,
Deputados, ouvíamos muitas discussões na Câmara
a respeito da falta de investimentos na saúde e da
falta de políticas públicas para esportes
como ginástica, dança, artes marciais e demais
atividades físicas. Essa Frente vai ser o meio pelo
qual vamos estabelecer uma interface da sociedade com o
Parlamento e com o Governo nas suas várias esferas,
Federal, Estadual e Municipal.
Já
é possível notar o engajamento das autoridades
nessa Frente?
O engajamento
dos parlamentares é muito satisfatória, a
Frente já conta com a adesão de quase 150
Deputados e três Senadores, e esse número ainda
vai aumentar. O Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, já
colocou o Ministério à disposição
para ajudar nos trabalhos. O Sistema CONFEF/CREFs e várias
entidades se mostraram receptivos e também se colocaram
à disposição da Frente, e não
irão medir esforços no sentido de beneficiar
toda a população. Queremos diminuir as diferenças
sociais e que o jovem e o adolescente carente tenham direito
de praticar esportes com a orientação de um
profissional habilitado. A Frente já está
fortalecida e vai trabalhar para que o Poder Público
desenvolva políticas que ajudem no desenvolvimento
da atividade física em todos os recantos do nosso
país.
A
Frente envolve parlamentares dos mais diversos partidos
políticos. Isso a torna mais democrática?
Com
toda certeza. A Frente é pluripartidária.
Composta por homens e mulheres com objetivos afins, ou seja,
fazer com que esse país seja mais saudável
pela prática continuada de atividades físicas.
Já podemos notar a adesão da sociedade e de
organismos públicos e privados que querem trabalhar
pela nossa causa.
Nesse
primeiro momento, como se dará a atuação
da Frente?
Iremos
fazer uma pauta e uma agenda que foquem as necessidades
do povo para praticar, mais e mais, atividades físicas.
Para isso contamos com as sugestões que nos serão
enviadas dos vários organismos interessados no desenvolvimento
da atividade física. É preciso que fique claro
que o sucesso dessa Frente depende da alocação
de recursos financeiros para incrementar a prática
da Educação Física e das suas várias
modalidades.
O
Governo Federal e o Ministério dos Esportes estão
apoiando a Frente?
Qualquer
iniciativa que vise o bem-estar do povo brasileiro através
do esporte é vista com bons olhos pelo Governo Federal
e pelo Ministro dos Esportes. Mesmo porque a Frente vai
formar, iremos trabalhar em parceria com o Ministério
da Saúde e da Educação no sentido de
ampliar esse movimento. Faremos um esforço concentrado
na Comissão de Orçamento, visando alocar recursos
para os Estados, que serão destinados para construções,
reformas, e manutenção de quadras e espaços
esportivos.
Como
o CONFEF e os CREFs podem ajudar essa Frente na busca de
uma Educação Física de qualidade?
Com
sugestões, com soluções para os problemas
emergenciais, com a divulgação de que existe
na Câmara dos Deputados e no Senado uma Frente Parlamentar
em Defesa da Atividade Física comprometida com o
bom desempenho da Educação Física em
suas várias modalidades. O CONFEF tem que repercutir
nos Estados as nossas ações aqui no Congresso
Nacional. É muito importante a participação
dos Estados nessa luta.
Como
vê a obrigatoriedade de que o Profissional de Educação
Física seja registrado e tenha a sua competência
atestada pelo Sistema CONFEF/CREFs?
Todo
profissional precisa da orientação, da valorização
e da defesa da sua profissão. O CONFEF lançou
a questão da Ética para que o profissional
se sinta útil à sociedade. O CONFEF tem tido
um desempenho importante, mas é preciso que todos
os profissionais se conscientizem de que devem estar inseridos
no contexto maior que é o de estar registrado no
seu Conselho Profissional. A Frente valorizará essa
postura, já que ganhará a população
que terá mais qualidade nas aulas ministradas e o
próprio profissional que vai se sentir seguro e mais
capacitado. É preciso também que esse profissional
fortaleça o seu órgão de classe.