ENTREVISTA - Deputado Cláudio Cajado

Como surgiu a idéia da criação da Frente Parlamentar em Defesa da Atividade Física?

Nós, Deputados, ouvíamos muitas discussões na Câmara a respeito da falta de investimentos na saúde e da falta de políticas públicas para esportes como ginástica, dança, artes marciais e demais atividades físicas. Essa Frente vai ser o meio pelo qual vamos estabelecer uma interface da sociedade com o Parlamento e com o Governo nas suas várias esferas, Federal, Estadual e Municipal.

Já é possível notar o engajamento das autoridades nessa Frente?

O engajamento dos parlamentares é muito satisfatória, a Frente já conta com a adesão de quase 150 Deputados e três Senadores, e esse número ainda vai aumentar. O Ministro dos Esportes, Agnelo Queiroz, já colocou o Ministério à disposição para ajudar nos trabalhos. O Sistema CONFEF/CREFs e várias entidades se mostraram receptivos e também se colocaram à disposição da Frente, e não irão medir esforços no sentido de beneficiar toda a população. Queremos diminuir as diferenças sociais e que o jovem e o adolescente carente tenham direito de praticar esportes com a orientação de um profissional habilitado. A Frente já está fortalecida e vai trabalhar para que o Poder Público desenvolva políticas que ajudem no desenvolvimento da atividade física em todos os recantos do nosso país.

A Frente envolve parlamentares dos mais diversos partidos políticos. Isso a torna mais democrática?

Com toda certeza. A Frente é pluripartidária. Composta por homens e mulheres com objetivos afins, ou seja, fazer com que esse país seja mais saudável pela prática continuada de atividades físicas. Já podemos notar a adesão da sociedade e de organismos públicos e privados que querem trabalhar pela nossa causa.

Nesse primeiro momento, como se dará a atuação da Frente?

Iremos fazer uma pauta e uma agenda que foquem as necessidades do povo para praticar, mais e mais, atividades físicas. Para isso contamos com as sugestões que nos serão enviadas dos vários organismos interessados no desenvolvimento da atividade física. É preciso que fique claro que o sucesso dessa Frente depende da alocação de recursos financeiros para incrementar a prática da Educação Física e das suas várias modalidades.

O Governo Federal e o Ministério dos Esportes estão apoiando a Frente?

Qualquer iniciativa que vise o bem-estar do povo brasileiro através do esporte é vista com bons olhos pelo Governo Federal e pelo Ministro dos Esportes. Mesmo porque a Frente vai formar, iremos trabalhar em parceria com o Ministério da Saúde e da Educação no sentido de ampliar esse movimento. Faremos um esforço concentrado na Comissão de Orçamento, visando alocar recursos para os Estados, que serão destinados para construções, reformas, e manutenção de quadras e espaços esportivos.

Como o CONFEF e os CREFs podem ajudar essa Frente na busca de uma Educação Física de qualidade?

Com sugestões, com soluções para os problemas emergenciais, com a divulgação de que existe na Câmara dos Deputados e no Senado uma Frente Parlamentar em Defesa da Atividade Física comprometida com o bom desempenho da Educação Física em suas várias modalidades. O CONFEF tem que repercutir nos Estados as nossas ações aqui no Congresso Nacional. É muito importante a participação dos Estados nessa luta.

Como vê a obrigatoriedade de que o Profissional de Educação Física seja registrado e tenha a sua competência atestada pelo Sistema CONFEF/CREFs?

Todo profissional precisa da orientação, da valorização e da defesa da sua profissão. O CONFEF lançou a questão da Ética para que o profissional se sinta útil à sociedade. O CONFEF tem tido um desempenho importante, mas é preciso que todos os profissionais se conscientizem de que devem estar inseridos no contexto maior que é o de estar registrado no seu Conselho Profissional. A Frente valorizará essa postura, já que ganhará a população que terá mais qualidade nas aulas ministradas e o próprio profissional que vai se sentir seguro e mais capacitado. É preciso também que esse profissional fortaleça o seu órgão de classe.

Revista E.F. N° 10 - Página 18